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segunda-feira, 16 de março de 2009

A CRISE DOS RICOS E FAMOSOS


Uma obra de *Kandinsky original, ou uma assinada de próprio punho por *Andy Warhol, um relógio Rolex ou um Patek Philippe: as casas de penhor de Beverly Hills viraram depositários de verdadeiros símbolos da abundância, num momento em que os bancos americanos deixaram até os ricos sem crédito.
"Este negócio nos últimos oito meses está no auge", afirma à AFP Yossi Dina, um ex-oficial do exército israelense que chegou a Los Angeles no fim dos anos 70.Presidente da casa de penhor de luxo -The Dina Collection www.thedinacollection.com, conhecido em Beverly Hills como "o penhorista das estrelas."

A prosperidade de Dina e outros colegas de ofício contrasta com os antiquários para quem "tudo está ruim" nas ruas próximas a Rodeo Drive, onde as lojas luxuosas são o principal atrativo.

"Fiz minha primeira venda em mais de um mês e foi para Michael Jackson, que comprou uma estátua por US$ 4,400", conta David Delijani, um iraniano que trabalha há 10 anos com antiguidades, em um ponto estratégico de Beverly Hills.
Já no negócio de emprestar dinheiro em troca de aneis Cartier ou obras de arte famosas, a história é diferente. Os penhoristas afirmam que já receberam ofertas até por estatuetas do Oscar, que para seu pesar não podem aceitar pelo contrato que vincula o prêmio à Academia que o concede.

O penhor tem sido historicamente o recurso mais fácil para sair das dívidas, mas a diferença atualmente é que os bancos cortaram o crédito, o que faz com que pessoas que precisam manter seu staff , salvar negócios, pagar as contas do carro, faturas médicas com cirurgias plásticas ou as hipotecas das casas, recorram ao mesmo.

Esta é a grande diferença dos anos anteriores: os motivos pelos quais as pessoas penhoram", explica Peter B, gerente da Collateral Lender www.collaterallender.com, que fica a 10 quadras da loja de de Dina.
"Eu vejo pessoas ricas, gente poderosa, que precisa sobreviver pedindo empréstimo", afirma o israelense, atrás de uma vitrine com pelo menos 15 relógios Rolex e um Patek Philippe de US$160,000.

Os gerentes de casas de penhor parecem concordar com a frase de Peter B. "Quando os bancos não dão crédito, somos nós que os ajudamos.

Em sua loja, Yossi Dina exibe ainda um piano para concerto de US$ 400,000, duas Harley Davidson, três estatuetas do Emmy e alianças Cartier. Pela lei da Califórnia, os objetos podem ficar quatro meses e 10 dias no local.

Depois deste período, o dono recupera o objeto devolvendo o empréstimo, ou pode renovar por mais quatro meses a uma taxa de juros médio de 4%.

Beverly Hills é o simbolo da riqueza e ostentação no mundo, já que além das estrelas de cinema, também é residência de médicos renomados, executivos de multinacionais e empresários, muitos de alguma forma, passando por dificuldades devido a turbulência financeira em um sistema baseado no crédito.
Mas no momento em que a taxa de desemprego na Califórnia supera a média nacional - 10,1% contra 8,1% no país, não resta outra alternativa ter que usar desse patrimônio para pagar as contas.

Consulta:
*Kandinski - http://pt.wikipedia.org/wiki/wassily_kandinsky
*Andy warhol - http://pt.wikipedia.org/wiki/andy_warhol

3 comentários:

Gizele Keller disse...

Nota-se que a crise afeta todas as áreas!

Sensacional seu posts

Bjux
gi*

Patricia Leite disse...

Ótima sua matéria...
vc é especial
bjs no coração

FOCUN disse...

Realmente para quem tem o mundo aos seus pés, esta crise pode estar sendo um terremoto de 7 pontos na escala Richter, para muitos "Ricos e Famoso" de Beverly Hills.
E olha que terremoto lá é coisa fácil de acontecer. Rs!

Perfeito meu caro consultor.
Você sempre arrasando!

Abraço.