Bloqueio botao direito mouse

terça-feira, 30 de novembro de 2010

VICTORINOX PARA MULHERES


Há décadas a empresa mantém uma marca que virou objeto de desejo dos homens. Agora mira no público feminino

Quando surgiu, em 1891, o principal produto da Victorinox era uma faca grande, de madeira, feita especialmente para o Exército suíço. Embutidos na peça havia chave de fenda, abridor de latas e um perfurador.

O rudimentar utensílio foi o embrião dos cobiçados canivetes produzidos pela marca que passou pela mão de gente famosa, como o premiado autor Ernest Hemingway (1899-1961). Hoje os canivetes são vendidos em todos os tamanhos e vêm equipados até com drives USB e sensores bluetooth.



Nathan Schulte, da Victorinox: impressionado com o consumo brasileiro

A constante atualização e a diversificação de seus produtos mantêm a empresa faturando alto. Em 2009 foram € 372 milhões. E não só com canivetes, mas também relógios, roupas, perfumes, carteiras, pastas e malas de viagem. Tudo isso voltado essencialmente para os homens.

Agora, porém, a divisão Travel Gear mira outro tipo de público: as mulheres. “Cerca de 80% dos nossos produtos são usados por homens, mas 50% deles são comprados por mulheres. Elas compreendem que a ideia de robustez e longevidade do produto pode estar ligada a design e inovação”, diz Nathan Schulte, presidente da divisão Travel Gear.


“Por causa desse potencial, a nossa divisão já tem planos para desenvolver produtos focados no público feminino”, afirma Schulte. Uma atenção especial será dedicada à variedade de formas e cores das malas – que hoje se limitam a praticamente três opções: preto, vermelho e bege – e outros utensílios de viagem.


Nos Estados Unidos, celebridades femininas da música e do cinema já descobriram as malas da Victorinox, como a cantora Madonna e a atriz vencedora do Oscar de atriz coadjuvante de 2004, Renée Zellweger.


Impressionado com o aumento da venda dos produtos de viagem da marca suíça na América Latina e no Brasil, Schulte agendou sua primeira visita ao País. “O consumo na região cresceu 238%.



Para elas: a marca suíça começa a olhar para o público feminino e
vai investir em formas e cores, como a prata

A América Latina é o nosso maior mercado internacional, depois dos Estados Unidos. Só depois vêm a Europa e a Ásia.” O presidente diz que o Brasil é o terceiro mercado entre os países latinos.

“O primeiro é a Venezuela, seguida do México.” Schulte tem uma justificativa para o crescimento da linha de viagem por aqui. “Percebo que os brasileiros realmente entendem o valor das marcas e se identificam com os produtos europeus.”


Segundo ainda o executivo, o clima econômico global, que gerou impacto negativo nos negócios na Europa, coincidiu com o desenvolvimento dos países latinos e com o aumento do interesse pelo design e a inovação dos produtos que vêm de fora.


Fonte: ISTOÉ Dinheiro – Edição 686

4 comentários:

simone disse...

A força do público feminino, marcando presença em uma marca masculina.

Mayara disse...

Estamos diversificando e aderindo a marcas que eram direcionadas aos homens, agora com um toque feminino!
Adorei!

Ingrid Stone disse...

"We have the power"

Angela Mara disse...

Que bom saber que temos uma nova opção de marca, para satisfazer o nosso sonho de consumo.