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quinta-feira, 10 de abril de 2008

JOALHERIAS DE LUXO DESENVOLVEM LINHAS DE ACESSÓRIOS EM COURO


Quando se trata de uma marca de luxo, até que ponto a extensão da marca é aceitável? Que tal comprar uma bolsa Cartier, Bulgari ou Chopard? Não, você não leu errado. Marcas de alta joalheria estão investindo cada vez mais na fabricação de acessórios em couro. O objetivo é simples: ampliar a receita. A estratégia que está sendo utilizada também não é nova: a extensão de marca. No entanto, até que ponto uma marca de luxo pode ser estendida a outras categorias de produto sem ferir ou diluir seu posicionamento?

Na teoria, a estratégia de extensão de marca consiste em vender mais produtos para a mesma base de consumidores, através do mesmo sistema de distribuição e assim ampliar a receita. Novas categorias de produto, no entanto, só podem ser exploradas se estiverem alinhadas ao conceito da marca. Na prática, no entanto, as empresas estão desenvolvendo acessórios mais acessíveis que serão vendidos em lojas menores e mais numerosas, para naturalmente atrair uma quantidade maior de consumidores.

A Bulgari, por exemplo, que lançou sua primeira linha de bolsas em 1997, já possui cinco lojas exclusivas para a venda de acessórios, incluindo a nova flagship em Roma. "O volume de pessoas dentro de uma loja de acessórios é diferente das lojas de jóias", disse o chefe executivo Francesco Trapani se referindo à clientela jovem que lota as lojas de acessórios. Pudera. Nessas lojas os produtos Bulgari custam menos de US$ 1.500. A Chopard está seguindo pelo mesmo caminho. As bolsas femininas da joalheria registraram um crescimento de dois dígitos nas vendas desde que foram lançadas em 2004. Davide Traxler, diretor da Chopard na Itália, planeja aumentar o número de lojas para acessórios. "É uma resposta à demanda" disse ele, acrescentando que novos modelos serão adicionados à coleção de primavera.

E o que pensarão os clientes que compram as jóias caríssimas dessas marcas quando virem as antes exclusivas etiquetas sendo desfiladas em bolsas de US$ 2 mil? Além disso, de que forma as empresas pretendem sustentar as lojas de acessórios se não forem lançados modelos novos a cada estação? Elas continuarão sendo reconhecidas como grifes de jóias ou se transformarão em concorrentes da Louis Vuitton? Sem perceber, essas empresas estão modificando a proposta de valor de suas marcas, ampliando a acessibilidade e atraindo um público bem diferente daquele que consome jóias de luxo. Péssima decisão.

A extensão de marca no segmento do luxo só é válida se fossem vendidos novos produtos para o mesmo perfil de consumidor, seguindo o conceito de qualidade, exclusividade, preço e distribuição da marca. Se a empresa decide aproveitar uma determinada oportunidade de vender mais para um público maior, deve proteger o prestígio das suas marcas de luxo criando uma segunda marca. O nome da estratégia também seria outro: desenvolvimento de marca. Por outro lado, isso não anula a possibilidade de estender uma marca de luxo para outras categorias de produtos. Até agora, a Cartier é um exemplo de marca que soube aproveitar a oportunidade dos acessórios sem ferir seu posicionamento. A bolsa “Marcello” foi lançada para se tornar um clássico e não uma it bag que segue tendências de curta duração. “Não podemos ignorar o poder de venda das bolsas femininas”, disse Pierre Rainero, diretor de estratégia da Cartier. Quando questionado sobre a decisão estratégica, ele respondeu: "

No século XIX era comum ver uma senhora procurar a Cartier para comprar uma bolsa mais distinta" disse Rainero. "Somos uma casa de jóias, mas sempre tivemos savoir-faire em bolsas." Quando lançou sua primeira fragrância em 1972, a Van Cleef & Arpels causou polêmica quanto a possibilidade de uma joalheria entrar no segmento de perfumes. Hoje, no entanto, é natural ver marcas de alta joalheria assinando perfumes, óculos de sol e outros produtos. O segredo é se ater ao conceito da marca e considerar que dois fatores devem permanecer atrelados: exclusividade e distribuição.

sábado, 5 de abril de 2008

CARRO DUPLAMENTE GRIFADO


As mulheres têm, no topo da lista de desejos, uma bolsa Birkin. E agora os maridos, namorados, companheiros também vão poder sonhar com um produtinho Hermès para chamar de seu: o carro Bugatti Veyron Fbg, ícone de luxo automobilista, ganhou uma versão superespecial feita em parceria com a maison francesa.

A Hermès assina a edição especial do carro esportivo, que leva o logo da marca, entre outros lugares, na roda e nos bancos de couro. Thierry Hermès começou a grife produzindo selas para cavalos em 1837. Quando os carros ganharam as ruas, a partir do final do século XIX, os netos de Thierry aproveitaram o know-how em couro para criar uma linha de malas.

Falando em mala, quem adquirir o Bugatti ainda ganha um modelo especial, by Hermès claro, que vem guardado no porta-malas! Para viajar com muito estilo.

OS DESAFIOS DO SETOR DO LUXO EM 2008

Muitos especialistas preferem dizer que as crises econômicas não afetam o setor do luxo. Será?

Os fabricantes de carros de luxo que participaram do salão do automóvel de Detroit fizeram questão de mostrar que a desaceleração econômica até agora não afetou o consumo dos mais ricos nos Estados Unidos. Ferrari, Maserati, Bentley, Lamborghini e Rolls Royce foram algumas das marcas de luxo que registraram resultados recorde em 2007 e continuam otimistas em relação ao principal mercado do mundo em 2008. "Alguns fabricantes de automóveis estão em baixa.

Os americanos têm medo de uma desaceleração econômica. Mas em nosso segmento, os ricos continuam gastando como sempre e seguirão comprando veículos caros, inovadores e exclusivos", disse Jim Selwa, presidente da Maserati Norte America. O executivo-chefe da LVMH, Bernard Arnault, também fez o possível para acabar com os receios dos investidores frente à crise norte americana. Ele projetou quase o dobro das vendas no setor nos próximos cinco anos.

Na semana passada a LVMH anunciou um crescimento de 8% nos lucros em relação ao ano anterior, totalizando 2,02 bilhões de euros. Arnault acredita na força dos países emergentes e no aumento do número de pessoas ricas em todo o mundo. "Nossos produtos são direcionados para as camadas com maior poder de compra da sociedade e, com o desenvolvimento cada vez maior destes países, a clientela para o luxo tende a crescer em igual medida", explicou.

O maior executivo da LVMH não está errado em apostar no aumento da demanda dos países emergentes. De acordo com a consultoria Bain, que foi publicada no jornal Valor Econômico, ainda que a Europa continue sendo o maior mercado para os bens de luxo com 40% das vendas, há um forte crescimento da demanda na China, Rússia, no Oriente Médio e alguns países latino-americanos como o Brasil.

No entanto, é preciso considerar o impacto da desaceleração do maior mercado consumidor do mundo sobre a economia de países emergentes. Além disso, o setor do luxo não é sustentado apenas pela camada mais rica, formada por consumidores que permanecem blindados às crises econômicas. A demanda mais ampla, formada pela classe alta e média-alta, é suscetível aos impactos negativos do aumento dos preços, do encarecimento do crédito e dos gastos com habitação.

A norte-americana Coach, considerada uma marca de luxo acessível, já sentiu os efeitos do desaquecimento. O executivo-chefe da empresa, Lew Frankfort, afirma que o crescimento anual de 20% nas vendas de bolsas chegou ao fim. Frankfort reduziu as previsões de expansão para 5%. Outro aspecto negativo é o enfraquecimento da moeda americana, que poderá render muita dor de cabeça às empresas européias que produzem na região do euro.

Parte da produção poderia ser transferida para países com mão-de-obra mais barata, mas isso comprometeria o posicionamento das marcas que dependem do status do “savoir faire” europeu. Contudo, a principal ameaça do setor a longo prazo não vem da desaceleração da economia norte-americana e nem das variações do câmbio e sim da saturação das marcas de luxo. De acordo com um debate realizado no escritório da WWD e patrocinado pelo Grupo de Comunicações Berns, o excesso de produtos a preços cada vez mais acessíveis foi apontado por muitos especialistas como o principal problema da indústria. “O luxo deixa de ser luxo quando se torna onipresente”, disse Dana Telsey, diretora executiva e chefe de pesquisa da Telsey Advisory Group.

Diante deste cenário, as empresas podem adotar algumas medidas para driblar os efeitos da crise e ao mesmo tempo proteger o patrimônio de valor das marcas de luxo, entre elas: segmentar o mercado consumidor com mais cuidado e investir em um posicionamento de marca seletivo mesmo que a curto prazo isso não se reverta em aumento de receita; e desenvolver segundas ou terceiras marcas a diferentes preços para atingir um público mais amplo sem ferir o posicionamento da marca principal, a exemplo da Prada e da Miu Miu.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

MILHONÁRIOS DO FUTURO VIRÃO DE PAÍSES EMERGENTES


Os milhonários dos próximos anos virão cada vez mais de países emergentes (como o Brasil) e serão cada vez mais jovens. Esse é o perfil traçado pelos gestores de fortunas na Suíça, especializados há séculos em administrar os recursos de milhonários de todo o mundo, conforme informou a agência Estado.

Segundo dados do Credit Suisse, um dos maiores bancos do mundo, o volume de dinheiro nas mãos desse grupo de pessoas privilegiadas e com contas correntes com mais de US$ 1 milhão cresceu mais de 100% em apenas dez anos. De acordo com os cálculos, esse grupo tem mais de US$ 33 trilhões em suas mãos hoje, ante US$ 16 trilhões em 1996. Os estoques de recursos com essa parcela da população mundial vêm aumentando em média 8% ao ano por mais de uma década, e os bancos não têm sinais de que isso irá mudar.

Diante do fenômeno, vários bancos suíços já abriram escritórios em Xangai. O Brasil também tem sido alvo de atenção dos bancos de Genebra e Zurique, que estão ampliando cada vez mais seus departamentos especializados nos mercados latino-americanos. Em 2005 e 2006, três bancos – entre eles o UBS e o Credit Suisse – fortaleceram suas posições no Brasil, em busca desses novos milhonários e de oportunidades de investimentos.

A nova tendência, porém, não se limita a acumulação cada vez maior de recursos. Um crescente número de milhonários está surgindo nos países em desenvolvimento. Para o presidente do Credit Suisse, Walter Kielholz, o “motor de crescimento” do setor de private banking nos próximos anos, será a Ásia e América Latina. Nos últimos três anos, as maiores taxas de crescimento do setor foram verificados na Coréia do Sul e Rússia.

Outro fator que vem chamando a atenção dos banqueiros é o fato de que volumosos recursos serão transferidos nos próximos anos. Com a geração “baby boom” (nascida após a 2ª Guerra Mundial) atingindo a idade de aposentadoria, a transferência de riquezas deverá chegar a US$ 40 trilhões nos próximos anos.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

DASLU - 50 ANOS DE GLAMOUR


Em 1958, em São Paulo, Lucia Piva de Albuquerque fundou uma pequena, porém exclusiva e luxuosa butique. Era apenas o início do que é hoje o QG do Brazilian style e posto avançado das grifes internacionais no Brasil: a Daslu. Durante os anos 60 e 70, a Daslu dedicava-se a vender roupas e artigos de luxo da então incipiente indústria brasileira de moda. Mas os principais ingredientes que fizeram e fazem o sucesso Daslu já estavam lá: bom gosto, qualidade, exclusividade, atendimento personalizado e altíssimo astral em um ambiente único Eliana Piva de Albuquerque Tranchesi, filha de Lucia, assumiu o negócio da família no final da década de 70, mas o verdadeiro boom aconteceu no início dos anos 90, em meio a uma histórica crise no País.

Recém-empossado, o presidente Fernando Collor, confiscou dinheiro de todos os brasileiros enquanto declarava que iria abrir o País para o mundo. Nesse momento de turbulência econômica, em vez de retrair, Eliana decidiu expandir sua empresa, trazendo para o Brasil as mais importantes etiquetas da moda internacional. Paciência, persistência e trabalho duro, logo mostraram resultados. A exigente Maison Chanel foi a primeira a ser seduzida pela credibilidade e o charme do nome Daslu . Christian Dior, Dolce & Gabbana, Prada e Gucci vieram em seguida.

Mas Eliana Tranchesi tinha uma visão ainda mais ampla. A Daslu fazia um sucesso sem precedentes entre o público feminino, mas e os homens? Surgia assim a Daslu Homem, seguindo o conceito original da marca. E isso atraiu também prestigiosas grifes masculinas de luxo, como as italianas Ermenegildo Zegna, Salvatore Ferragamo e os sapatos ingleses da Church. Hoje, o império Daslu se estende pela moda (feminina, masculina e infantil), decoração e artigos de alto luxo (joalheria, relojoaria, cosméticos, food & drink, presentes...).

Previsto para início de 2008 a inauguração do seu espaço no Shopping Cidade Jardim - São Paulo

PARABÉNS PELOS 50 ANOS DE GLAMOUR E SUCESSO!

Biografia tirada do site:
http://www.daslu.com.br/

IMPERIAL MAJESTY NO LIVRO DOS RECORDES


A edição Imperial Majesty da fragrância de Clive Christian N°1 for Women, entrou para o livro dos recordes como o perfume mais caro do mundo. Disponível, sob encomenda, nos estoques da Saks Fith Avenue, o valioso perfume se apresenta em um frasco de cristal Baccarat decorado com diamantes brancos e pequenos detalhes em ouro 18k e pode se comprado pela bagatela de €136 mil.

O perfume é composto por alguns ingredientes exóticos como: Bergamota, cardamo, jasmim da Índia, baunilha fermentada do Tahiti, raiz orris, resina natural de goma e sândalo. A fragrância feminina contém lilás do vale, limão com toques de clavel e a masculina, toques de orquídeas, de Ylang-Ylang e de madeira de cedro.

Alguns dizem que os ingredientes como a baunilha e a lilás do vale possuem propriedades afrodisíacas e que o Ylang-Ylang serve com antidepressivo e tonificante.

Imperial Majesty foi o perfume usado por Katie Holmes em sua cerimônia de casamento com Tom Cruise.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

SÃO PAULO - TERCEIRA MAIOR FROTA DO MUNDO


* HELICÓPTEROS - TÁXI DA ELITE EM SÃO PAULO*

Segundo o jornal britânico, Financial Times, os helicópteros em São Paulo se tornaram os táxis da elite. Considerado o centro financeiro de uma das economias que mais cresce no mundo, com quase 20 milhões de habitantes, tem muito a celebrar – mas em contra partida é um dos piores lugares para se circular de carro, segundo a reportagem. O Financial Times destaca que os congestionamentos pioraram significativamente nos últimos anos e não mostram sinais de melhoria, graças em grande parte ao forte crescimento econômico brasileiro. Cerca de 330 mil carros novos começaram a circular no ano passado, elevando para 6 milhões a frota em São Paulo. Todos os dias, outros 635 carros e 235 motos somam-se a esse amontoado brutal, cita a reportagem.

TERCEIRA MAIOR FROTA DO MUNDO O número de helicópteros em circulação no país cresceu dos 749 em 1998 para 1.089 ao final de 2007, sendo que 470 desses, estão em São Paulo, tornando a terceira cidade do mundo em frota privada, após Nova York e Tóquio. Além da conveniência, o fator mais relevante é o da segurança. Assaltos e roubos de carros são cada vez mais freqüentes. Qualquer um que escolha circular em um carro de luxo é alvo mais visado. Usar carros blindados e segurança armada é uma opção, mas ainda assim o congestionamento te deixa limitado. O texto comenta ainda que os helicópteros tem um histórico de acidentes muito menor do que os carros.

No ano passado 12 pessoas morreram em acidentes com esse tipo de aeronave em todo Brasil, contra os 1.520 acidentes no transito só em São Paulo, finaliza a reportagem.